Enches-te o meu ventre liso de envolvências, como quem enche de borboletas um frasco vazio. O Amor têm coisas destas, torna até os preguiçosos em habéis Mestre de Corridas sem Fronteiras.
Também têm coisas que não são como estas, têm orvalhos que cheiram a lenha acabada de ser colocada em lumes que se esperam ser brandos.
E o meu ventre esse, não queria nada de ti, nem desse teu Amor cheio de canções de enamorados bandidos, o meu ventre queria ser sozinho num amor profundamente egoísta e cheio de apeteciveis desejos não satisfeitos que geravam o liso incomodo de se estar sozinho.
Mas o teu ar profundamente despegado de artificios baratos da existência, fez-me não querer pensar em mais nada se não em corromper com canções e orvalhos com travo de equinócio as minhas rudes fundamentações de uma barriga agora sub-alugada como morada do Amor.
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